Eu não tenho a mínina idéia de quem você seja. É, não tenho a menor noção. Não sei aonde você mora, não sei das coisas que você gosta, não sei se já sofreu na vida ou se sempre foi a filhinha da mamãe. Não sei sua idade, não sei se o seu cabelo é tingido ou se é natural. Não sei se já passou fome alguma vez na vida, não sei como é seu humor, se morre de cólicas todo mês, se trabalha, se faz faculdade ou qualquer droga desse tipo. E também não sei se você se importaria ou não, se soubesse que eu te odeio. De verdade, eu não sei. Mas eu odeio você. Você tirou de mim aquilo que eu sempre tentei guardar à sete chaves, aquilo de mais precioso, que eu mais tinha medo de perder. Não duraria muito, de qualquer jeito, mas eu sempre me recusei a acreditar de que um dia ele iria embora, me recusei a acreditar que alguém fosse capaz de tira-lo de mim. E você tirou. O seu encanto venceu o meu, de todas as formas, e fez com que todas as promessas que um dia ele me havia feito fossem jogadas para o alto (e agora, provavelmente direcionadas para você), junto com um último beijo e só o que ficou foi a minha incansável e estúpida espera por outro telefonema. Eu não consigo mais ouvir o nome dele sem pensar em você, sem pensar no quanto eu odeio você. Eu não consigo mais ouvir histórias de amor recíproco porque me dói lá dentro. E também não consigo mais sorrir, sabe? Quando tento, o meu sorriso fica deformado, falso. Porque a angústia que você me faz sentir é muito maior do que qualquer tentativa de estampar o símbolo da felicidade no meu rosto para que os desconhecidos pensem que sou feliz. Já faz tanto tempo que tavez ele nem se lembre mais, mas eu me lembro nitidamente das noites passadas em claro, querendo desesperadamente ir pra rodoviária e pegar o primeiro ônibus ao encontro dele, e dizer tudo aquilo que guardei comigo durante tanto tempo, e que a cada dia, me machucava mais. Mas quando penso em como essa cena seria ridícula, o que me resta é a solidão, a noite, a insônia, e o meu ódio por você. Algumas vezes cheguei a gritar durante a noite, mordendo o travesseiro para abafar os soluços de dor, sabia? É claro que você não sabia, e tampouco sabe agora. Alguns meses depois, minhas lágrimas secaram, mesmo com as lembranças ainda vivas e o cheiro dele impregnado em tudo que eu tocava. E eu cheguei a pensar que estava curada, já que "o tempo cura tudo", não é? O cacete que cura. Deixei de chorar porque não tinha tempo para tal, pois ocupava meus dias ao máximo pra que meus pensamentos não caissem sobre ele outra vez...
Agora, devo admitir que não odeio você, contudo, poder culpar-te pelas dores que me sufocam é de um alívio enorme para mim. Mas na verdade, o que eu sinto por você é pena, porque um dia, minha dor será sua e você culpará incessantemente à alguma outra que também haverá de sofrer depois de você.
Monday, July 21, 2008
Saturday, July 19, 2008
conhece o famoso questionário clichê?
01. Nome:
Daniella.
02. Apelido:
Dani?
03. Cor das calças que está usando agora:
Calça do meu pijama cor-de-rosa (gay).
04. Última música que você ouviu:
Richie Kotzen - Don't Ask.
05. Últimos quatro dígitos do seu telefone:
5915.
06. Última coisa que você comeu:
Duas bisnaquinhas.
07. Se você fosse um lápis de que cor seria?
Roxo, talvez.
08. Com quem você gostaria de passar o resto da sua vida:
Se alguém trouxer Oscar Wilde de volta à vida pra mim eu faço com que nessa vida ele não tenha tendências homossexuais. *-*
09. Como está o tempo agora?
Friozinho gostoso.
10. Onde gostaria de ir em sua lua-de-mel:
No idea yet.
11. Qual é a primeira coisa que você nota no sexo oposto:
Olhos, boca, jeito de andar.
12. Você gosta da pessoa que te mandou isso:
Ninguém me mandou isso.
13. Como você se sente neste momento:
Entrando em depressão fim de férias e pensando se vou sair hoje à noite.
14. Quem você gostaria que estivesse ao seu lado agora:
Ninguém.
15. Esporte favorito:
Sou um tanto quanto sedentária, mas gosto de vôlei.
16. O que te faz feliz?
Abraços de pessoas importantes pra mim, conseguir o que quero, ser lembrada por quem queria ser, ouvir minha música preferida tocar no rádio, piscina num dia de muuuuuito calor, ouvir elogios dos meus pais, conversar com quem saiba me entender, ler por prazer e quando eu passar na usp também ficarei razoalvelmente feliz, sabe.
17. Qual seu próximo CD?
Hm?
18. Qual o cor do seu cabelo:
Castanho escuro misturado com algumas partes avermelhadas e algum vestígio loiro nas pontas ;S hahahaha
19. Olhos:
Verdes.
20. Altura:
1,58
21. Você usa óculos e/ou lentes de contato:
Uso óculos.
22. Irmãos:
Um irmão. (L)
23. Quem você considera seus mais chegados amigos:
Eles sabem quem são, tenho certeza. =)
24. Quem dos seus amigos vive mais longe:
Tinha uma amiga no japão, mas como não nos falamos mais... acho que meus amigos do RJ.
25. O que você gosta de fazer:
Ler, escrever, ouvir música, sair com amigos, fazer palavras cruzadas.
26. Qual o melhor conselho que já te deram?
Se conselho fosse bom, você quer dizer, né. Não os uso.
27. Já ganhou algum prêmio:
Yep. o/
28. Música/Estilo/Banda favorita:
Hmm. No momento acho que... Pain Of Salvation - Second Love.
Hard Rock; Metal; Musica clássica; MPB e tal.
Guns and Roses forever and ever x)
29. Comida favorita:
Strogonoff da mamãe; Pizza.
30. Filme favorito:
Aaah, uma porrada. Mas acho que Rock Star é o preferido.
31. Mês favorito:
Os meses em que me encontro de férias.
32. Você é timido(a) para convidar alguém para sair:
Depende da pessoa que eu vou convidar pra sair.
33. Qual foi a coisa mais idiota que você já fez:
Sei lá, cara, foram muitas. Acho que cair em conversa mole.
34. O que você prefere, por telefone ou pessoalmente?
Pessoalmente.
35. Qual é a sua prioridade agora?
Nesses últimos dias de julho é me recuperar de algo desprovido de importância pra vocês e ler muito também. Quando minha férias acabarem, minha maior prioridade será sentar a bunda da cadeira e passar no vestibular.
36. Se fosse um animal, qual vc seria?
Algum que não virasse comida de gente.
37. Onde está a sua felicidade?
Em lembranças, sorrisos e momentos.
38. Você quer que seus amigos te escrevam de volta?
Nem faço questão.
39. Quantidade de velas no teu último aniversário:
Duas que formavam o número dezessete.
40. Furos na orelha:
Já tive sete, agora são cinco.
41. Tatuagem:
Ainda não.
42. Piercing:
Um, na orelha esquerda.
43. Defeito:
Esperar muito das pessoas é o maior deles.
44. Cor preferida:
Roxo e Preto.
45. Já chorou por amor?
Já perdi a conta das vezes...
46. Já sofreu algum acidente de carro?
Nada sério.
47. Peixe ou carne:
Carne.
48. Restaurante preferido:
Prefiro pizzarias, haha!
49. Praia ou campo:
Gosto dos dois.
50. Cerveja ou champanhe:
Champanhe. Odeio cerveja.
51. Café ou chá:
Café!
52. Copo meio cheio ou metade vazio:
Pode encher ele inteiro que eu bebo.
53. Lençóis da cama liso ou estampados:
Whatever.
54. Cor das meias:
Brancas.
55. Programa de Tv:
Não assisto tv. Só gosto de "House", meu amor (L) haha
56. Onde você gosta de receber beijos:
Hahahahahahaha que pergunta indiscreta bagarai, nem respondo não.
57. Está ouvindo alguma musica agora?
Deep Purple - Perfect Strangers.
58. Coca Cola ou Guaraná:
Both of them o/
59. Tom ou Jerry:
Jerry, porque ele é pequenininho, fofo, corre rápido e me faz lembrar dos esquilinhos que eu tive na infância.
60. Disney ou Warner:
Não sei :S
61. Quando foi sua última visita ao hospital?
Segunda-feira. Enferma, oi.
62. Como se chama seu ursinho de pelúcia?
Meus ursinhos não têm nome =T (Aliás, até tinham, mas eu sou desmemoriada e esqueci)
63. Reprovado no teste de habilitação?
Ano que vem eu te respondo, ok.
64. Daqui a 10 anos:
Ihhh, meu bem, muita coisa vai rolar até lá.
65. De quem recebeu isso?
Peguei num blog aleatório.
66. Hora de dormir:
Quando tenho aula no dia seguinte, às nove, se não eu durmo no colégio. Em finais de semana e férias meus horários são indeterminados.
67. Pior sensação do mundo:
Inferioridade, medo, talvez ódio.
68. Melhor sensação do mundo:
Amor, companheirismo.
69. O primeiro pensamento que tem ao acordar:
Hoje acordei pensando no pretérito perfeito do verbo "contradizer".
70. Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
Alguma atriz de cinema gostosa pra poder dar altos foras por ai. (H)
71. Qual o carro dos seus sonhos?
Amo Porshes *-*
72. O que diria a alguém, mas não tem coragem?
"Vai procurar outra pra colocar na geladeira porque eu não sou teu capacho", mas não é falta de coragem é indiferença mesmo.
73. Frase preferida:
"Influenciar uma pessoa é dar-lhe nossa própria alma" - Oscar Wilde (L) E também gostei de uma frase que vi no blog da li um dia desses: "Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes" - William Shakespeare.
74. Está apaixonado?
Não, obrigada!
75. Data do seu nascimento:
06/06/1991
76. Última conversa telefônica:
Com a minha tia, ontem à noite. *saudades* (Ela mora em MG)
Só por postar. Futilidade e zaz o/
Vou lá ler Dostoiévski (L), beijos ;*
Daniella.
02. Apelido:
Dani?
03. Cor das calças que está usando agora:
Calça do meu pijama cor-de-rosa (gay).
04. Última música que você ouviu:
Richie Kotzen - Don't Ask.
05. Últimos quatro dígitos do seu telefone:
5915.
06. Última coisa que você comeu:
Duas bisnaquinhas.
07. Se você fosse um lápis de que cor seria?
Roxo, talvez.
08. Com quem você gostaria de passar o resto da sua vida:
Se alguém trouxer Oscar Wilde de volta à vida pra mim eu faço com que nessa vida ele não tenha tendências homossexuais. *-*
09. Como está o tempo agora?
Friozinho gostoso.
10. Onde gostaria de ir em sua lua-de-mel:
No idea yet.
11. Qual é a primeira coisa que você nota no sexo oposto:
Olhos, boca, jeito de andar.
12. Você gosta da pessoa que te mandou isso:
Ninguém me mandou isso.
13. Como você se sente neste momento:
Entrando em depressão fim de férias e pensando se vou sair hoje à noite.
14. Quem você gostaria que estivesse ao seu lado agora:
Ninguém.
15. Esporte favorito:
Sou um tanto quanto sedentária, mas gosto de vôlei.
16. O que te faz feliz?
Abraços de pessoas importantes pra mim, conseguir o que quero, ser lembrada por quem queria ser, ouvir minha música preferida tocar no rádio, piscina num dia de muuuuuito calor, ouvir elogios dos meus pais, conversar com quem saiba me entender, ler por prazer e quando eu passar na usp também ficarei razoalvelmente feliz, sabe.
17. Qual seu próximo CD?
Hm?
18. Qual o cor do seu cabelo:
Castanho escuro misturado com algumas partes avermelhadas e algum vestígio loiro nas pontas ;S hahahaha
19. Olhos:
Verdes.
20. Altura:
1,58
21. Você usa óculos e/ou lentes de contato:
Uso óculos.
22. Irmãos:
Um irmão. (L)
23. Quem você considera seus mais chegados amigos:
Eles sabem quem são, tenho certeza. =)
24. Quem dos seus amigos vive mais longe:
Tinha uma amiga no japão, mas como não nos falamos mais... acho que meus amigos do RJ.
25. O que você gosta de fazer:
Ler, escrever, ouvir música, sair com amigos, fazer palavras cruzadas.
26. Qual o melhor conselho que já te deram?
Se conselho fosse bom, você quer dizer, né. Não os uso.
27. Já ganhou algum prêmio:
Yep. o/
28. Música/Estilo/Banda favorita:
Hmm. No momento acho que... Pain Of Salvation - Second Love.
Hard Rock; Metal; Musica clássica; MPB e tal.
Guns and Roses forever and ever x)
29. Comida favorita:
Strogonoff da mamãe; Pizza.
30. Filme favorito:
Aaah, uma porrada. Mas acho que Rock Star é o preferido.
31. Mês favorito:
Os meses em que me encontro de férias.
32. Você é timido(a) para convidar alguém para sair:
Depende da pessoa que eu vou convidar pra sair.
33. Qual foi a coisa mais idiota que você já fez:
Sei lá, cara, foram muitas. Acho que cair em conversa mole.
34. O que você prefere, por telefone ou pessoalmente?
Pessoalmente.
35. Qual é a sua prioridade agora?
Nesses últimos dias de julho é me recuperar de algo desprovido de importância pra vocês e ler muito também. Quando minha férias acabarem, minha maior prioridade será sentar a bunda da cadeira e passar no vestibular.
36. Se fosse um animal, qual vc seria?
Algum que não virasse comida de gente.
37. Onde está a sua felicidade?
Em lembranças, sorrisos e momentos.
38. Você quer que seus amigos te escrevam de volta?
Nem faço questão.
39. Quantidade de velas no teu último aniversário:
Duas que formavam o número dezessete.
40. Furos na orelha:
Já tive sete, agora são cinco.
41. Tatuagem:
Ainda não.
42. Piercing:
Um, na orelha esquerda.
43. Defeito:
Esperar muito das pessoas é o maior deles.
44. Cor preferida:
Roxo e Preto.
45. Já chorou por amor?
Já perdi a conta das vezes...
46. Já sofreu algum acidente de carro?
Nada sério.
47. Peixe ou carne:
Carne.
48. Restaurante preferido:
Prefiro pizzarias, haha!
49. Praia ou campo:
Gosto dos dois.
50. Cerveja ou champanhe:
Champanhe. Odeio cerveja.
51. Café ou chá:
Café!
52. Copo meio cheio ou metade vazio:
Pode encher ele inteiro que eu bebo.
53. Lençóis da cama liso ou estampados:
Whatever.
54. Cor das meias:
Brancas.
55. Programa de Tv:
Não assisto tv. Só gosto de "House", meu amor (L) haha
56. Onde você gosta de receber beijos:
Hahahahahahaha que pergunta indiscreta bagarai, nem respondo não.
57. Está ouvindo alguma musica agora?
Deep Purple - Perfect Strangers.
58. Coca Cola ou Guaraná:
Both of them o/
59. Tom ou Jerry:
Jerry, porque ele é pequenininho, fofo, corre rápido e me faz lembrar dos esquilinhos que eu tive na infância.
60. Disney ou Warner:
Não sei :S
61. Quando foi sua última visita ao hospital?
Segunda-feira. Enferma, oi.
62. Como se chama seu ursinho de pelúcia?
Meus ursinhos não têm nome =T (Aliás, até tinham, mas eu sou desmemoriada e esqueci)
63. Reprovado no teste de habilitação?
Ano que vem eu te respondo, ok.
64. Daqui a 10 anos:
Ihhh, meu bem, muita coisa vai rolar até lá.
65. De quem recebeu isso?
Peguei num blog aleatório.
66. Hora de dormir:
Quando tenho aula no dia seguinte, às nove, se não eu durmo no colégio. Em finais de semana e férias meus horários são indeterminados.
67. Pior sensação do mundo:
Inferioridade, medo, talvez ódio.
68. Melhor sensação do mundo:
Amor, companheirismo.
69. O primeiro pensamento que tem ao acordar:
Hoje acordei pensando no pretérito perfeito do verbo "contradizer".
70. Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
Alguma atriz de cinema gostosa pra poder dar altos foras por ai. (H)
71. Qual o carro dos seus sonhos?
Amo Porshes *-*
72. O que diria a alguém, mas não tem coragem?
"Vai procurar outra pra colocar na geladeira porque eu não sou teu capacho", mas não é falta de coragem é indiferença mesmo.
73. Frase preferida:
"Influenciar uma pessoa é dar-lhe nossa própria alma" - Oscar Wilde (L) E também gostei de uma frase que vi no blog da li um dia desses: "Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes" - William Shakespeare.
74. Está apaixonado?
Não, obrigada!
75. Data do seu nascimento:
06/06/1991
76. Última conversa telefônica:
Com a minha tia, ontem à noite. *saudades* (Ela mora em MG)
Só por postar. Futilidade e zaz o/
Vou lá ler Dostoiévski (L), beijos ;*
Tuesday, July 15, 2008
a tal efusividade
Imagine o seu primeiro dia de aula na faculdade. Você entra na sala roendo as unhas de ansiedade e torcendo até a morte para que as pessoas sejam, no mínimo, interessantes (você não aguentava mais aquela galera insuportável do seu cursinho e não via a hora de passar naquele maldito vestibular que durante muito tempo aumentou suas olheiras e te deu de presente boas rugas de preocupação). Pára na porta e observa, durante instantes, os rostos que você verá todos os dias a partir de então: quase toda a classe é composta por mulheres e metade dos poucos homens que lá se encontram são visíveis homossexuais. O professor que acabou de te cutucar pelas costas querendo passar pelo lugar que você bloqueou devia ter mais de sessenta anos e talvez já fosse até um pouco surdo, pois não respondeu as suas desculpas quando você se inclinou para que ele passasse. Ok, parece que é hora de escolher um lugar pra se sentar. Você respira fundo e olha ao redor, as opções são poucas mas acaba avistando um lugar vazio atrás de uma garota aparentemente simpática e se dirige até lá. Ao sentar-se, ela quase que imediatamente se vira pra você e diz:
- Oi! Meu nome é Sabrina!! Tudo bem?!
- Oi, tudo bem sim e com vo...
- Nooooossa eu nem acredito que finalmente estou na faculdade!!! Parece que foi ontem que eu entrei na escolinha! O tempo passa tão rápido, né? O que você acha de a gente ir comer alguma coisa depois da aula? Eu vi uma lanchonete aqui perto que parece ótima!
- É... puxa, eu nem reparei.
- Então tá combinado! Ihhh.. o professor tá olhando feio pra cá! Melhor a gente parar de conversar e prestar um pouco de atenção na aula. Nos falamos no almoço, então! Beijinho amiga, te amo!
E a garota vira pra frente.
Dois minutos depois, você se manifesta:
- Professor, acho que entrei na sala errada!
- Oi! Meu nome é Sabrina!! Tudo bem?!
- Oi, tudo bem sim e com vo...
- Nooooossa eu nem acredito que finalmente estou na faculdade!!! Parece que foi ontem que eu entrei na escolinha! O tempo passa tão rápido, né? O que você acha de a gente ir comer alguma coisa depois da aula? Eu vi uma lanchonete aqui perto que parece ótima!
- É... puxa, eu nem reparei.
- Então tá combinado! Ihhh.. o professor tá olhando feio pra cá! Melhor a gente parar de conversar e prestar um pouco de atenção na aula. Nos falamos no almoço, então! Beijinho amiga, te amo!
E a garota vira pra frente.
Dois minutos depois, você se manifesta:
- Professor, acho que entrei na sala errada!
Saturday, July 12, 2008
do lixo interior
"Existe um lixo emocional: ele é produzido nas usinas de nosso pensamento, enquanto crescemos interiormente. São emoções que passaram por nossa vida e nos ajudaram - mas que não tem mais qualquer utilidade. São sentimentos que foram importantes no passado, - não no presente. São recordações de dor que nos amadureceram - e que agora não servem para nada. Não podemos carregar este lixo: ele foi feito para ser jogado fora. E, no entanto, apegados aos nossos sentimentos antigos, ficamos com pena deixá-los. Enchemos nosso porão espiritual com uma confusão de memórias inúteis, que ofuscam as nossas lembranças importantes. Não procure sentir coisas que você não está sentindo mais. Não procure ser como você era. Você está mudando - permita que seus sentimentos lhe acompanhem."
- Paulo Coelho
- Paulo Coelho
Friday, July 11, 2008
cadê o dicionário?
A mente humana é algo intrigante. Uma das coisas que todas as pessoas deveriam fazer antes de morrer, é decifrar cada mínimo detalhe que se passa aqui dentro, lá dentro, aí dentro. A resposta deveria estar disponível nos dicionários, enciclopédias, sites de pesquisa, ou seja lá o que for, e cada indivíduo deveria nascer com essa idéia fixa na cabeça de se compreender antes de mostrar-se ao mundo. Deveria ser o ponto de partida, como um jumpstart pra vida. Talvez, se isso fosse feito, nem todos passariam suas vidas, se auto questionando e esperando o dia em que alguém irá lhes explicar o porque daquela discussão com uma das pessoas mais consideráveis de sua vida que acabou por desencadear aquele sentimento indefinido, em meio à mistura de indiferença e rancor, que antes, era julgado completamente impossivel de acontecer. Talvez o orgulho seja capaz de explicar a ignorância a qual somos submetidos a enfrentar. Para chegar a algum lugar, cruzar obstáculos e vencer barreiras vivendo num mundo frio e estático, aonde cada um só se importa, de fato, com o próprio umbigo. Seria divertido se através de uma lâmina de um microscópio, a essência dos seres humanos pudesse ser revelada. Assim, poderíamos ser catalogados! Ótimo, não? Só estaria faltando a etiqueta com o preço de cada indivíduo, determinando seu valor e destruindo por inteiro seu livre arbítrio e capacidade de argumentação. Perfeito! Depois dessa, a criação de robôs gélidos poderia até ser suspensa, visto que o nascimento de robôs feitos de carne e osso teria acabado de acontecer. Hmmm... É, talvez a dúvida quanto à velocidade das sinapses nervosas dos seres humanos não deva ser publicada no google. A vida seria tediosa demais sem poder filosofar sobre o conteúdo (ou a falta dele) da personalidade alheia...
Saturday, June 07, 2008
conceitualismo
Um dia desses parei pra pensar sobre aquilo que, egocentricamente, sempre ocupa minhas maiores ondas de pensamentos: eu. E subitamente me ocorreu uma coisa. Por mais que eu tentasse eu não conseguia achar palavras de meu agrado pra me descrever. Não sabia o motivo e isso me intrigava. Acho que a minha linha de descrição ainda não foi fabricada no mundo das palavras! Não é possível ser tão complicado assim alguém conseguir falar/escrever sobre sua própria pessoa, é? Então comecei a me recordar sobre uma conversa que tive um dia desses no colégio com uma amiga quando a aula estava tediosa o suficiente para não prestarmos atenção. Ela é fanática por astrologia, horóscopos e signos, e esse foi o assunto da conversa. Eu nunca fui capaz de acreditar que a posição dos astros e do sol no exato momento em que eu vim ao mundo pudessem influenciar na minha personalidade, mas isso não vem ao caso, a questão é que ela me disse uma coisa intrigante, com a qual eu me identifiquei de maneira indiscutivel: "Você não é alguém que gosta sempre das mesmas coisas e que possa encontrar definições claras sobre seu jeito de ser e agir. Você muda constantemente, sem se importar com o que há por vir, mas quando algo te encanta de verdade, é difícil de desfazer". Essas palavras ecoaram dentro da minha cabeça durante bons minutos antes de eu conseguir concilia- las com o que eu mesma penso sobre mim. E então parei para refletir sobre isso e fiquei pasma quando notei que é exatamente isso que sou: Um fluxo. Eu nunca sou a mesma pessoa duas vezes. Nunca! E mesmo assim pessoas ao meu redor dizem que me conhecem. Quanto blefe. Ninguém é capaz de compreender outro alguém por completo, muito menos quando essa pessoa não tem conceitos fixos e suas opiniões mudam constantemente. Por muito tempo achei estranho não conseguir diferenciar aquilo que gosto daquilo que me proporciona aversão, contudo, tais definições que permaneceram "em cima do muro" são coisas triviais, e de importância relevante. Meu caráter e minha maneira de ver o mundo, essas sim, são características que não se alteram, simplesmente amadurecem, e é essa mudança que me ajuda a seguir em frente, guardando alguns dos machucados, mas também incontáveis boas lembranças que enchem a minha alma de vivacidade e uma pitada de curiosidade por aquilo que ainda não aconteceu.
Wednesday, June 04, 2008
parada facultativa
Seria estupidez em demasia chegar ao ponto em dizer que nada dá certo. Eventualmente algo tem que dar certo em algum momento, em algum lugar... Mas sabe, ponderando a situação acabei de perceber que o conceito de "certo ou errado" é extremanente relativo. Ter o carro do ano na garagem, comida na geladeira, e um charuto importado entre os lábios pode ser o ápice para alguns. E para outros tal auge só é encontrado em meio à realização pessoal, seja ela qual for. Parece que, afinal, a futilidade da coisa se encontra em quem não tem ambas as coisas e diz que está tudo certo, sem mover uma palha porque simplesmente não quer admitir que não está.
Santa Ignorância, não?
Santa Ignorância, não?
Thursday, May 22, 2008
Friday, May 16, 2008
percepções
Pessoas são idéias, pessoas são carne e osso. Pessoas são alegrias, pessoas são tristezas. Pessoas são ocas, pessoas são completas. Pessoas são tudo. São nada. Analogias superfluas não bastam nesse caso: é preciso rasgar o envoltório e penetrar em cada única alma, extrair a seiva cuidosamente e tomar muito, muito cuidado para não se envenenar em meio à essa mera experiência de análise sensitiva. Palavras correm, sentimentos voam. Dispersos. Estiquei meu braço um pouco mais do que achava que conseguiria e por uma fração de segundo pensei ter tocado a sua razão, mas ela se esvaiu antes mesmo que pudesse perceber sua presença.
Wednesday, April 30, 2008
folhas de outono
Ao chegar de mais um dia de trabalho, mais cansada do que de costume, abriu a porta de casa, jogou as chaves do carro sobre a mesinha de centro da sala de estar e as correspondências que trazia na outra mão foram levadas com ela para a cozinha para serem lidas enquanto servia-se de uma xícara de café frio, feito pela manhã. Nada de novo havia ali: contas à pagar, cobranças de dívidas que nunca havia feito, bancos oferecento cartões de crédito e afins. Pouco surpresa com o conteúdo daqueles envelopes, levantou-se e deixou os ali, à esmo sobre a gelada mesa de granito da cozinha. Pegou suas pastas recheadas de numerosos relatórios que havia deixado na sala antes de ir trabalhar e caminhou até seu quarto aonde começaria a trabalhar em seu projeto, naquela mesma sexta à noite. Havia esquecido a janela aberta pela manhã e respirou fundo ao ver que seu quarto estava, agora, repleto de folhas secas dispersas no chão. Não fez nada, deu meia volta, apagou a luz, fechou a porta e saiu dali como se nada estivesse fora do lugar. "Droga! Limpar essa sujeira vai me tomar o resto da noite!", gritou consigo mesma por não poder colocar a culpa em ninguém. Sentou-se no corredor e fitou as pastas na qual o conteúdo lhe proporcionaria horas e horas de trabalho duro e olheiras mais profundas do que as de agora. Estava farta daquilo. Seu maior objetivo na vida sempre foi alcançar o sucesso profissional, sempre se dedicou ao máximo para que isso acontecesse, abriu mão das coisas que mais lhe despertavam o prazer verdadeiro, estudou muito durante anos, como poucos ousariam fazer. E em troca de que? Conseguiu comprar uma torradeira de funcionamento instantâneo e aquilo a satisfez por um tempo. Logo mais comprou um desk mais moderno que o antigo para o seu computador, depois trocou a televisão por uma dessa novas, feitas de cristal líquido, sabe? E continuou alimentando seu consumismo, acreditando estar cada dia mais próxima da realização pessoal e que isto, era inerente ao conforto, e somente à ele. Como num estalo, levantou-se subitamente do chão gelado e olhou no relógio que marcava quinze para as nove da noite. Deixou ali as pastas as quais deveria estar dando atenção e entrou novamente no quarto, ignorando completamente a presença das folhas espalhadas por todo lado que vinham anunciar a chegada do outono, pegou uma cadeira e a levou para perto do guarda-roupas, abriu as portas do mesmo e de cima da cadeira passou a procurar sua antiga agenda telefonica, dos tempos de colégio. Depois de muito revirar uma das prateleiras superiores, finalmente encontrou o que procurava. Desceu então, da cadeira e após pegar o telefone ficou ali, estática, olhando parar o número escrito naquela folha amarelada da velha caderneta repleta de nomes esquecidos. Respirou fundo três vezes antes de ganhar coragem e começar a discar. Levou o aparelho à orelha com as mãos tremendo, a essa altura ela não sabia mais se tremiam de frio, ou de medo. Tocou uma vez, tocou duas, tocou três, quatro, cinco... e ninguém atendeu. Ela começava a perder sua última parcela de esperança quando ouviu do outro lado da linha, dizendo "Alô?" aquela voz que a confortara inúmeras vezes no passado. Sua voz se recusava a sair, estava presa à ardente sensação de reviver o passado através de uma simples palavra, de um simples som. Mas ainda conseguiu responder a tempo de não deixar essa felicidade se esvair em meio ao silêncio:
"Oi... aqui é a M. Eu sei que parece estranho você receber essa minha ligação tão repentinamente, depois de tanto tempo... e talvez você nem se lembre mais de mim... mas... eu queria saber se você gostaria de sair pra conversar e talvez beber alguma coisa..."
E somente depois de ouvir a gargalhada de contentamento do outro lado da linha, ela pôde, depois de muito tempo, sentir seu corpo aquecer-se novamente, com um sorriso sincero estampado em sua face rosada.
"Oi... aqui é a M. Eu sei que parece estranho você receber essa minha ligação tão repentinamente, depois de tanto tempo... e talvez você nem se lembre mais de mim... mas... eu queria saber se você gostaria de sair pra conversar e talvez beber alguma coisa..."
E somente depois de ouvir a gargalhada de contentamento do outro lado da linha, ela pôde, depois de muito tempo, sentir seu corpo aquecer-se novamente, com um sorriso sincero estampado em sua face rosada.
Saturday, April 26, 2008
childhood memories
Hora ou outra ainda penso que gostaria de reviver aquele tempo. Aquele tempo em que eu podia sair correndo pela rua pra brincar de esconde-esconde, que eu colhia as minhas próprias amoras do pé e comia ali mesmo, sem me preocupar em contrair algum tipo de doença. Aquele tempo em que eu ainda dizia "Eu te amo" sem receios, aquele tempo em que brincar de bonecas era a única coisa que não podia faltar no meu recipiencte nomeado "satisfação". Eu ainda sinto saudades de andar de bicicleta por aí, de brincar de queimada, de fazer um desenho e acreditar quando as pessoas diziam que ficava lindo. Eu ainda sinto saudades de puxar a barra da saia da minha avó e fazer cara de "quero mais" quando o doce acabava. Sinto falta daquela época em que eu acreditava que as pessoas eram boas e que não havia traição. Aquela época em que não era preciso anotar a receita de um sorriso em um papel para que as lembranças do "modo de preparo" não se esvaissem com o tempo. Ah! Que saudades de sorrir! Acho que acabei por perder a receita, afinal...
Friday, April 18, 2008
i'll send an s.o.s to the world
Quem poderia me vender algumas horas de ócio?
Alguns minutos de doação já seriam de grande ajuda.
Grata.
Alguns minutos de doação já seriam de grande ajuda.
Grata.
Saturday, March 29, 2008
inutilidades casuais
Se tem uma coisa que me irrita é indecisão. Jurei a muitas pessoas que eu não sofria desse mal, mas fui uma completa mentirosa. Eu não consigo nem mesmo decidir a roupa que vou usar para ir à aula num sábado de manhã (por mais fútil que possa parecer) quando mais escolher com quem quero estar, como devo reagir aos acontecimentos rotineiros ou o que eu quero fazer pelo resto da vida, profissionamente falando. Por muito tempo eu quis ser professora porque admirava o trabalho que as tias do primário realizavam com aquelas pestinhas que apareciam em suas classes, mas depois decidi que não queria ficar de cabelo branco antes dos trinta. Então rumei para o lado da psicológia, mas depois de um tempo percebi que se eu entender o que se passa aqui dentro, pode ser que as coisas percam a graça sem um toque de mistério e decidi que não queria que isso acontecesse. Optei então por publicidade, acho que por falta de escolha, mas depois que descobri que não tenho o dom pra coisa, deixei de lado. Me deparei então com a biologia, gostava de estudar biologia por tirar notas boas no colégio e por ser uma meio termo entre exatas e humanas, mas desencantei do curso quando me disseram que tudo muda completamente do colégio para a faculdade. Pensei então que talvez eu deveria ser jornalista, sempre gostei de ler e escrever, entretanto, minha empolgação caiu noventa por cento quando descobri que a relação candidato-vaga do curso é o triplo da minha idade. Então, me sentei um dia no meio-fio, na frente de casa com meu violão e fiquei ali imaginando como seria bom se as minhas dúvidas se resumissem a qual sabor de pizza eu vou querer comer com os amigos na sexta-feira a noite ou de qual cor eu pintarei o meu cabelo da proxima vez. É, isso seria bom, e seria melhor ainda se eu pudesse gritar por sorvete de flocos com calda de morango toda vez que me desse vontade e alguém viesse me trazer. Mas que raios! Do que é que eu estou falando? Eu, absolutamente não iria gostar de só me lembrar dessas futilidades, se um dia, na minha velhice, quiser escrever sobre as minhas mémorias. Eu já não sei mais sobre o que estou falando, ou aonde quero chegar, mas eu sei que estou achando isso tudo uma grande tolice, que estou com sono, ouvindo "Right said Fred - I'm too sexy" e tenho vinte capitulos de matemática pra estudar até semana que vem. Será que alguém poderia gentilmente me tirar de cima do muro e me fazer voltar a ser aquela garota que sempre conseguia o que queria e não tinha um mol de dúvidas correndo por sua mente a cada milésimo de segundo? Azul ou preto? Chocolate ou caramelo? Gastronomia ou Astrologia? Academia ou caminhada? Cinema ou biblioteca? O loiro ou o moreno? Inteligencia ou sensibilidade? Ah, ah ah. Depois dessa viagem à Lua, eu preciso de um Martini Rosé e quinze horas de sono.
Sunday, March 16, 2008
Thursday, March 13, 2008
o maior dos fragmentos
Não havia nada mais de interessante pra fazer. Depois de uma semana inteirinha acordando às 5:30 da manhã pra estudar, chegar em casa de tardezinha extremamente cansada e desejar, mais do que tudo na vida, uma caminha quentinha pra dormir, não havia mais nada de interessante pra fazer. Pedi tanto, mas tanto que chegasse o final de semana, que lá estava ele, esperando o momento em que eu me levantaria da cama, e sairia pela porta de casa procurando algum mínimo vestígio de diversão. Mas não fiz isso. Eu fiquei lá, parada, no mesmo lugar, olhando pro telefone e esperando ele tocar. Ele não ia tocar, e eu sabia disso, mas mesmo assim fiquei ali, pensando que há alguns meses atrás, ele tocaria, tocaria sim. O final de semana, de repente, não me parecia mais tão interessante quanto antes. E eu fiquei ali, parada, desejando que chegasse logo segunda-feira pra manter minha cabeça ocupada vinte e quatro horas por dia e parar de pensar em você. Eu tinha conseguido, juro que tinha conseguido colocar todas aquelas recordações dentro de uma gavetinha no meu sub-consciente. Juro que fechei essa gavetinha com cadeado. Aonde foi parar o cadeado? As lembranças fugiram, fugiram todas. Elas são tão lindas, mas tão lindas que me dá vontade de sorrir, mas no instante seguinte eu começo a sentir meu coração apertadinho aqui dentro do peito e me dá vontade de sair correndo pra te pedir um abraço, igual àquele que você me deu quando eu comecei a chorar naquela tarde de sábado, com medo de te perder, lembra? Você me colocou no colo e me fez carinho na cabeça, como se falasse: "Vai ficar tudo bem, neném". As lembranças me trouxeram a mente aquelas mensagens que você me mandava no celular às três horas da manhã, no meio de uma festa, dizendo que queria que eu estivesse lá com você. A nostalgia acabou por me impulsionar a reler aquelas poesias que você escreveu especialmente pra mim. Passava horas tentando encontrar um pequeno defeito em você, uma falha, por menor que seja, um deslize pequenininho... nunca obtive sucesso. Você era perfeito, o meu pequeno que adorava quando eu usava tais pronomes possessivos ao me referir à você. O meu pequeno que me chamava de linda, que sentia saudades, que pedia beijinho e que eu amava, muito. Eu sou uma tola romântica, sempre fui e sempre vou ser. Apesar do medo da incompreensão alheia em relação aos meus sentimentos exponencialmente elevados quando se trata de amor, eu sempre fui assim, mesmo que jamais alguém tenha entendido minha alma por completo, antes de você. Contudo, a vida é cíclica e agora eu não ganho mais abraço com direito a carinho na cabeça quando fico triste, não recebo mais nenhuma mensagem às três da manhã, ninguém mais me escreve poesias. Mas você continua sendo meu pequeno, a minha mais linda recordação de pureza e carinho e eu ainda te amo tanto quanto no momento em que você surgiu na minha vida, trazendo toda a sua perfeição contigo. Eu sei que hoje o telefone não vai tocar, mas mesmo assim, eu tenho plena certeza de que você pensa em mim, com tanto carinho como quando eu penso em você, e que a nossa historinha de amor, não foi só um conto de fadas.
Wednesday, March 12, 2008
hoje eu acordei diferente
Chega uma hora que bate uma revolta, né? Não é rebeldia, é aquela revolta gostosa, é um desejo incontrolável de mudar. Aquele desejo que antes ficava escondidinho embaixo do tapete, que adorava transpor esse ímpeto de mudança pra um futuro "não tão distante", mas que agora quer sair daquele lugar escuro e tomar um pouco de ar, porque já não restam mais dias, nem horas, nem minutos pra esperar. Já não tem mais pra onde ele fugir, esse desejo se tornou tão imensamente grande que começou a transbordar por debaixo do tapete e não adianta tentar cavar túneis, tampouco burraquinhos no chão da sala pra aumentar esse espaço. Ele quer sair, e ele vai. Pra dizer a verdade, não sei porque ignorei por tanto tempo a existência dessa vontade inovadora que sempre esteve ali, escondidinha, eu não a via, mas eu sabia que era real. De qualquer maneira, esse é o desejo oculto que gritava por reconhecimento todo esse tempo espremido junto com a poeira: Chega de idealizar uma vida com tampões de ouvido, chega de traçar caminhos às cegas e de abaixar a cabeça e dizer "tudo bem". Chega de viver uma vida cheia de espaços vazios, com um único acontecimento digno de reconhecimento a cada 6 meses, chega de engolir sapos gordinhos e nojentos sendo que faço aquilo pelo qual sou recrimida milhares de vezes melhor do que aquele que me recrimina. Chega de não ter histórias pra escrever no diário e chega de ficar procurando fotos no fundo do baú pro poder enfeitar o mural na parede do quarto. Chega de olhar pro espelho e enxergar alguém com o mérito ofuscado quando ele poderia brilhar ao ponto de chamar a atenção das pessoas a alguns bons metros de distância. É fato que a minha realização pessoal requer luta, contudo, basta querer, querer muito, e adotar (lê-se: colocar em prática), a partir de agora uma nova (mais velha que a minha avó) filosofia de vida: "Eu (te) quero e vou (te) ter", porque hoje, eu acordei diferente, meu amor.
Thursday, February 28, 2008
refúgio em um sorriso
Hoje enquanto passeava pelo quarteirão, tentando espairecer minhas idéias desgastadas sobre uma realidade distante, almejada, mas distante, ouvia músicas no mp4 que há tempos não escutava, e comecei a andar, andar, andar em direção ao desconhecido, e logo já não sabia mais pra onde estava indo. Gostei dessa sensação, e continuei a andar, querendo que de alguma forma, pudesse chegar a tocar mesmo que ligeiramente essa realidade paralela. Enquando caminhava, tentando ao máximo livrar meus pensamentos de preocupações, avistei um pouco à frente uma menininha linda, de aproximadamente três primaveras brincando na grama. Fui me aproximando dela, e em determinado ponto eu já não conseguia mais parar de olhar em direção àquela criança. Tão perfeita, tão pura e inocente, tão... mágica. E comecei a imaginar como ela estará daqui a alguns anos... será que ela irá conseguir passar por meio de toda essa humanidade corrupta e insensível sem se infectar? Será que daqui a quinze anos ela estará assim tão perdida quanto eu e se questionando a razão da existencia de tanta podridão no coração das pessoas? Não sei. Não sei mesmo. Continuei a andar, ainda com os olhos fixos sobre ela, até que aquele pequeno ser, como num relapso, percebeu minha presença, e com o mais espontâneo dos gestos, abriu um sorriso em minha direção, como quem convida um amigo a se aproximar. Jamais poderei explicar a sensação que tive naquele momento, de finalmente ter encontrado em algo tão extremante simples, parte daquela realidade que há tanto tempo procurava... Finalmente havia encontrado a direção certa, em meio a tantos infinitos erros. Descrever tal passo está fora de meu alcance no momento, mas aquele sorriso definitivamente valeu meu dia.
Sunday, February 24, 2008
again and again and again
Não deu certo? Tente outra vez.
Ainda não? Tente outra vez.
Conseguiu? Não? Tente outra vez.
Funcionou? Hm... Tente outra vez.
E agora? Tente outra vez.
Nada? Tente outra vez.
[...]
É pra isso que existe a placa "retorno".
Ainda não? Tente outra vez.
Conseguiu? Não? Tente outra vez.
Funcionou? Hm... Tente outra vez.
E agora? Tente outra vez.
Nada? Tente outra vez.
[...]
É pra isso que existe a placa "retorno".
Tuesday, February 05, 2008
crying behind the rain
Fazia frio lá fora, o barulho da chuva caindo no telhado era cada vez mais estrondante. Ela foi até a janela, abriu a cortina e observou por uma pequena fresta, a água escorrendo pelo vidro, durante alguns segundos. Seus olhos estavam fixos na janela até o momento em que se deu por si, chacoalhou-se e voltou à realidade. Já estava descendo as escadas em direção à cozinha para tomar um copo de água quando notou seus lábios tremendo, subiu novamente até o quarto e se agasalhou com seu velho casaco de lã vermelho que tanto gostava. Era o casaco que ele lhe dera de aniversário há dois anos atrás, pouco antes de abandoná-la. Ela sempre o usava quando saiam juntos, querendo mostrar o quanto havia gostado do presente. Na esperança de encontrar algum vestigio dele, aproximou o rosto do casaco, lentamente, mas nada encontrou que pudesse lhe trazer vivas recordações... Seu perfume, antes completamente impregnado a ele, havia se dissipado completamente. Seus olhos encheram-se de lágrimas, encostou-se na parede e ficou ali, imóvel, com o mão sobre seu peito, apertando o casaco entre seus dedos com todas as forças que lhe restavam. Suas roupas começaram a deslizar contra a parede e ela foi escorregando, aos poucos, até chegar ao chão... Sentou-se e ali ficou, olhando fixamente para a última foto que haviam tirado juntos, ela sorria e ele a envolvia em um abraço. Uma primeira lágrima caiu quando lembrou-se de como seus abraços eram reconfortantes e infinitas outras vieram a seguir quando se deu conta de que nunca mais poderia ter essa mesma sensação de proteção novamente, não do jeito que era com ele, com o abraço dele, com o toque dele. Levantou-se sentindo certa dificuldade para se equilibrar e deslocou-se até a estante aonde guardava suas cartas, abriu a primeira gaveta e pegou a ultima carta que ele lhe havia escrito, abriu com máximo de cuidado para não correr o risco de rasgar aquela última recordação em forma de papel e começou a reler aquelas palavras que há dois anos não lhe saiam da cabeça. Ao fim da carta, ele despedia-se dizendo: "Então saiba que o brilho do seu olhar foi o que me manteve aquecido durante todo esse tempo, se não fosse por isso, há muito tempo meu coração já teria deixado de bater... Se eu consegui prolongar meu tempo de vida tanto quanto foi feito, agradeço a você, e agradeço infinitas vezes mais por ter compartilhado cada segundo de seu tempo comigo. Só eu sei o quanto eu te amei. Com amor, seu P." Quando terminou de ler, olhou uma outra vez pela janela e em meio a toda aquelas nuvens no céu, uma estrela ainda brilhava, brilhava viva, brilhava forte.
manuscritos segundos por fido
"A vida se tornou amarga
O lápis não mais corre em versos
(E o tempo para quando deveria passar)
Há resposta nenhuma e nada
Além da mistura cíclica claro-escuro
(E o tempo passa quando deveria parar)
Porque as estreitezas do passado enlaçam
Nem a lua brilha mais
Eu descobri que cada hora
Tem vinte e quatro dias"
O lápis não mais corre em versos
(E o tempo para quando deveria passar)
Há resposta nenhuma e nada
Além da mistura cíclica claro-escuro
(E o tempo passa quando deveria parar)
Porque as estreitezas do passado enlaçam
Nem a lua brilha mais
Eu descobri que cada hora
Tem vinte e quatro dias"
Subscribe to:
Posts (Atom)