Wednesday, January 27, 2010

If I knew what I had from the start, I'd have never let it go this far.

Thursday, December 10, 2009

eyestrain

Escondido. Todo ele.
Todo o sentido da felicidade existencial momentânea se escondeu.
De mim, de você, do mundo todo e mais um pouco.

A instabilidade me deu tanto trabalho. E agora não sei por onde mais procurar meus pedaços de embriaguez...

Meus olhos doem.

Saturday, November 21, 2009

seletividade platônica: um colapso intracraniano.

Perfeição: caracteriza um ser ideal que reúne todas as qualidades e não tem nenhum defeito. Designa uma circunstância que não possa ser melhorada ainda mais e mais.


Oh crap. Ser ideal? Isento de todo e qualquer defeito? Algo ou alguém que não pode ser melhorado? Nunca me deparei com nada mais tedioso em toda a minha vida. Por que infernos tal inexistente característica é tão procurada, tão almejada, tão incansavel e profundamente desejada por todos, a cada instante? Talvez seja essa a explicação pela falta de interesse que tenho pelas pessoas. Nós não sabemos viver, não sabemos admirar o imperfeito em sua plenitude. Queremos perfeição. Os seres humanos querem a perfeição! Nada poderia soar mais ridículo aos meus ouvidos. Quanta curteza de sensibilidade, quanta cegueira mental.

Acordem, seres pensantes:
Theres is no perfection.
There will be no perfection.

Sunday, September 13, 2009

mil quilômetros - prólogo I, 2ª versão

Minhas mãos suavam frio ao sair de casa naquela noite. O coração palpitava como nunca, acelerando-se mais e mais a cada instante em que me deparava mais próxima do momento em que vivenciaria minha história de ficção e a veria transformar-se na mais surreal das realidades. Confesso ainda que esperei meus pais dormirem e saí pelo telhado pra que eles não me deixassem de bode caso me vissem, e também pra poupar a eles e a mim mesma de mais uma daquelas brigas de gritar até arranhar a garganta. Não planejei nada disso, não tinha a menor noção de como seria, mas agora, vendo o mundo sorrir ao meu encontro como numa inexplicável epifania, sofro de uma gigantesca falta de ar enquanto caminho por largas avenidas iluminadas em direção à rodoviária. Todos esses caras que já cruzaram as ruas da minha vida, tão impressionantes quanto cadeiras de três pernas, haviam me transformado em uma garota completamente desinteressada por relacionamentos. Há tempos não me preocupava com isso, e já havia ignorado a possibilidade de encontrar alguém que realmente poderia vir a me acrescentar algum sentido, algum amor. Acabei por me transformar numa ermitã ou coisa que o valha. Na real, filosofar sobre isso seria como discutir escolhas religiosas de um fanático qualquer: não existiam duas alternativas. O cara que eu procurava simplesmente não vivia nesse mundo. E foi mais ou menos aí que ele apareceu com toda aquela compatibilidade pra cima de mim, com todo o bom gosto que uma só pessoa pode comportar, trazendo originalidade, naturalidade e uma incomensurável dose de dopamina pra dentro do meu peito, ao mesmo tempo em que quebrava e rasgava em mil pedaços todas as minhas certezas que um dia já tive sobre quem sou. Acabei então, por tomar a melhor decisão que já havia feito em 19 anos; já que eu estaria acabada de amor de qualquer forma, melhor me acabar dentro do melhor abraço que eu poderia pensar em receber ao invés de ficar em casa enfiada numa cadeira confortável e fingindo que o que preenche minha negação é pura sensatez, e não covardia. No duro, quem é que consegue ser feliz sem agir por impulso vez ou outra? Quem é que consegue permanecer indiferente ao dizer ‘não’ pra uma sede de proporções infinitas? Eu é que não me meto numa enrascada dessas, se é pra viver, que seja com riscos de sofrimento, mas que valha a pena. Quero tudo isso sem neuras e sem frustrações, tão natural quanto respirar ou dormir. Por isso e outras coisas mais, tratei de arrancar do meu caminho todo e qualquer sinal de retorno, porque eu não ousaria estragar minha única chance de conhecer a verdadeira felicidade personificada. Ao voltar desse breve devaneio notei que não sentia mais as mãos, nem pés, nem pernas... o frio me anestesiou por completo. E a ansiedade ou a dose exagerada de amor que meu peito não consegue comportar (ou ambas ou nenhuma delas) faziam com que meu estômago pedisse resgate. Meu velho relógio estraçalhado marcava agora meia noite e quinze e o terminal ainda era um turbilhão de pessoas, pra lá e pra cá, todas desesperadas por diferentes motivos, mas todas exatamente iguais. Encarar uma paisagem enfadonha como essa me aborreceria em pouco tempo; eu precisava de alguma distração, e rápido. Levantei-me do chão, joguei a mochila nas costas e sai em direção à lanchonete mais próxima, conferindo se os dois reais necessários para satisfazer meu âmbito imediato por coca-cola estavam no bolso do meu jeans ou se teria que abrir a mochila e demorar não sei quanto tempo pra encontrar dinheiro lá dentro. Achei dois e noventa e cinco, comprei minha coca e dois ou três drops de hortelã pra triturar com os dentes enquanto tentava acalmar os ânimos. Comecei a pensar quanto tempo demoraria, dentro da minha cabeça, até o amanhecer, e se ele já estaria aqui a esse ponto. São mil quilômetros e uns quebrados pra atrapalhar, é muito chão, é muita estrada. Torci para que ele estivesse bem e passando menos frio do que eu, torci mais ainda para que ele não se metesse em confusão no ímpeto de chegar aqui o quanto antes. ‘Merda. Se ao menos eu pudesse encurtar essa droga de distância ao invés de ficar aqui me afogando em coca-cola e pastilhas de hortelã, com todas essas pessoas fodidas me bisbilhotando pelo canto do olho enquanto fico encarando uma vitrine dessas lojas deprimentes e roendo as unhas desesperada’. Era só nisso que eu conseguia pensar, encurtar a distância, adiantar o relógio, te trazer pra perto. Espera aí... Alguém disse que não posso? Quanta idiotice, eu não preciso ficar aqui mofando! O tempo de espera que me agoniza pode começar a ser cortado ao meio agora mesmo, e é exatamente isso que vou fazer acontecer. Abri a mochila num impulso jubiloso e corri com as mãos geladas entre tudo que havia lá entro, numa buscar eterna pela droga do celular. Achei que fosse ter uma síncope ou morrer de uma vez enquanto esperava aquela tralha velha que parecia ter uns cinqüenta anos ligar. Acabei não morrendo afinal, e ainda deu pra clicar em ‘nova mensagem de texto’ e escrever freneticamente a loucura que iria fazer antes de a bateria acabar. ‘Que droga, amor, espero que você tenha pego o celular dessa vez’, pensei enquanto corria em busca da minha vida que estava prestes a começar.



[Daniella Moraes versionando Guilherme Amato]

Saturday, May 02, 2009

:)

Expressionismo é bom, mas somente mediante a ação de um agente limitante. Oras, quem precisa saber das minhas emoções? Se isso se desse através da arte, repleta de inúmeras interpretações, talvez eu pouco me importasse. Talvez eu até gostasse. Entretanto, não é assim que as coisas funcionam comigo. Da mesma maneira que grandes ideias devem ser compartilhadas somente com aqueles que a possam compreender, assim devem ser as emoções. Não falo somente das minhas, mas sim de todas elas. Durante muito, muito, muito tempo eu me afoguei nos desabafos escritos devido a falta de compreensão alheia. E não me arrependo, nem um tiquinho. Isso me fez um bem imensamente grande (e sinceramente? até hoje faz, e muito!). No entando, eu me transmuto a cada instante e não tenho mais a necessidade disso, desse blog. Meus escritos, eu venho guardando comigo. Afinal, eu sou a única a quem eles realmente interessam, a única que os contém. Eu não ligo pra detalhes... eu poderia escrever o meu mundo completo aqui, pouco me incomodam os olhos que terão conhecimento dele... continuaria sendo o meu mundo de qualquer forma. É tudo uma questão de prioridades. As minhas se transformaram drasticamente. Meus ideais são outros, são opostos aos que tive anteriormente (daí a explicação mais próxima possível para a descrição desse blog...) Eu cresci como pessoa e tenho plena certeza disso. Minhas amizades se restringiram, meus conhecimentos se ampliaram e minhas preferências se fortaleceram. Os primeiros sonhos e ambições têm se concretizado... Enfim, A vida flui da maneira que deveria. Escrever é uma parte da minha essência, me complementa. E continuará fazendo parte de mim por ser de minha natureza. Dentro de alguns anos, a escrita será grande parte da minha profissão. Portanto, me dou ao luxo de afirmar que essa paixão, é uma das que não se transformará e tampouco se perderá com o passar do tempo. Além do mais, cá entre nós... a internet deveria sair da vida das pessoas pra que elas aprendessem a valorizar o mundo real. Só lá fora você aprende a viver. E ainda mais importante do que apender a viver: só lá fora você é capaz de encontrar a verdadeira felicidade. I've found mine.

Até algum dia! ;**********

Friday, January 23, 2009

23 de janeiro?

Um ano? Um ano, exatamente. Uau. É reconfortante poder pensar nisso sem sentir a cratera se abrir aqui dentro do peito. É muito, muito bom. E eu nada mais tenho a dizer sobre isso. Agora vai ser um dia de cada vez. Eu prometo isso a mim mesma.

"Voltar não é revisitar algo que falhou. Posso percorrer as antigas trilhas sem amargura, porque outros pés agora tem prazer com elas."

E é assim que a vida é. E é assim que sempre foi.
Eu só lamento ter demorado tanto pra reconhecer a realidade.



[Twelve days]

Sunday, January 18, 2009

no way out

"Aquele que tem uma razão para viver pode suportar quase tudo."





Maybe even those who do not have one.
The difference between then depends on you.



There are things that we need to learn all alone. And that's it.


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Besides that.

E quer saber? Paravras que se anulam não me satisfazem.
Eu me recolho a minha insignificância.

Au revoir.

Wednesday, January 14, 2009

sobre a verdadeira insensatez

Algo descomunal, devo admitir. Uma conversa. Uma conversa seguida de uma admiração instantânea e exagerada. Tantos momentos hesitantes em anexo. Tanta incompreensão. O que estaria acontecendo? Eu bem sei a resposta, embora tenha alguma espécie singular de medo em reconhecer sua veracidade. Tenho vontade de me recostar sobre seu ombro e ali permanecer, sem dizer uma única palavra. Quão tolo tal desejo soa aos meus ouvidos quando não está mais somente envolto em meus pensamentos! Encantamento, nada mais. Nada mais... Tento disfarçar meu sorriso atrás dos lábios, mas ele é mais astuto e se faz presente antes que eu possa pensar na possibilidade de oculta-lo.

Sorrio, então. I won't expect anything this time.

Thursday, January 08, 2009

reorganizin'

Era finalmente o meu primeiro dia de férias depois de um ano tão incrivelmente doloroso. O primeiro dia em que eu poderia fazer o que quisesse, sem me importar com tempo, sem me lembrar constantemente que tinha compromissos comigo mesma... porque eu não tinha nenhum. Acordei tarde. Me levantei, não arrumei a cama e não sai do quarto pra tomar um café da manhã meia boca como de costume. Eu fiquei ali, olhando toda aquela baderna em que eu estava submersa há tanto tempo sem nem ao menos perceber. Será mesmo que eu estava tão presa em meus pensamentos - me obrigando a fazer aquilo que eu não queria - que simplesmente me desliguei daquilo que é material? Não sei bem. Mas tenho a sensação de que não vivi aqui nos últimos meses. A desconhecida sensação de que me ausentava da realidade que me compõe enquanto precisava mergulhar em estudos compulsivos e intermináveis. E então eu estava ali: despenteada, com os olhos inchados e pensamentos desnorteados, sentada em minha cama e pensando se era mesmo verdade que eu conseguira uma tregua daquela rotina monstruosa. Era verdade. Levantei-me e caminhei aos tropeços até o espelho. Eu estava definitivamente horrível. Minhas olheiras não eram nada convidativas e meu semblante se assemelhava ao de alguém que não tem passado por situações muito agradáveis. Dei um passo pra trás e respirei fundo. Olhei novamente ao redor e coloquei as palavras pra fora: "Tá na hora de dar um jeito nisso, não?". Sim, de fato, estava. Abri meu guarda-roupas e dei uma bisbilhotada em cada gaveta com a esperança de que pelo menos ali encontraria as coisas em ordem. Ops. Não tinha uma que se salvasse... um caos. Por onde eu andei afinal? Num impulso frenético, comecei a organização: tirei todas as minhas roupas de lá de dentro e larguei tudo em cima da cama (ainda desarrumada, por sinal) e comecei a guarda-las em seus devidos lugares separando calças jeans, shorts, blusas, casacos, camisetas e roupas íntimas por "sessões". Isso demorou mais do que eu imaginava. Acabada a arrumação com o meu armário chegou a vez das apostilas pré-vestibular (juro que nunca reparei de verdade na quantidade... são muitas mesmo!). Elas estavam em cima da escrivaninha, ao lado da cama, sobre o móvel do computador, dentro de gavetas, no chão... por toda parte!!! Sem nenhum carinho expresso em meus gestos, fui lançando-as dentro de um compartimento escondido no meu guarda-roupas (depois da arrumação até que sobraram alguns lugares vazios...). E depois disso passei a ter orgulho de mim mesma. "Agora sim você virou gente, dani." As folhas fixadas em minha parede com resumos das matérias que eu considerava prioridade deixaram marcas de durex, depois de arrancadas de lá, e parecia que uma eternidade havia se passado desde que as colei sobre a tinta roxa de que eu tanto gosto. E agora quase tudo estava como era antes da turbulência, o que me fez suspirar de alívio. Eu já não me importo tanto com o que está por vir... Faculdade seria uma mudança que me deixaria extasiada, sem dúvida alguma. No entando, fazer um ano de cursinho não me é mais apavorante. A descarga elétrica emocional já se apresentou a mim no passado e sei que ela não me surpreenderá novamente porque hoje eu não sou a mesma de ontem e a maturidade adquirida me fará encarar os fatos com muito mais sensatez e sem devaneios adolescentes. Em pouco mais de vinte dias terei acesso ao resultado disso tudo, embora tempo cronológico não represente muita coisa pra mim... Com certeza estarei mais do que preparada pra encarar a realidade, seja ela qual for.


É muito, muito, muito gratificante completar um ciclo, sabiam?


Agora eu posso voltar pra minha pilha de livros pessoais sem me preocupar em perder tempo, mas tendo a certeza de que estou fazendo uma das coisas que mais gosto na vida: mergulhando em realidades paralelas que estão longe de ser minhas embora me completem de forma inacreditável. Ah, hedonismo...

Tuesday, December 23, 2008

sabonetes?

Por alguns instantes cheguei a pensar que havia alguma coisa desconhecida e extraordinariamente aprazível acontecendo. Me enganei, é lógico. É sempre assim, sempre a mesma coisa. Eu já deveria ter me acostumado. Juro, essa ansiedade ainda vai acabar comigo. São só dez dias... dez dias que me fuzilam a cada minuto. Dez dias que a cada segundo se mostram mais e mais distantes: Inacessíveis. Falta pouco, eu sei, pouquíssimo. Mas esse pouco me prensa contra a parede ainda mais forte e profundamente do que todo esse tempo que tenho esperado, por que agora que tudo parece tão... tangível (ainda estou pensando em uma palavra melhor que essa), fica impossível não pensar em como vai ser. É até irônico lembrar de como eu tenho agido... um urso se hibernando dentro de uma caverna seria uma comparação apropriada, creio. A questão não é dar as caras na rua e mostrar que ainda circula ar nos meus pulmões, sair pra um bar com amigos ou qualquer outra coisa que as pessoas façam em prol de colocar suas respectivas vidas sociais em dia, não é isso. Hoje, mais do que nunca, eu consigo (e quero) dizer que conheço o que se passa aqui dentro. A verdade é que eu não ligo muito pra nada que se passa lá fora, e também não me importo com quão egocentrica essa frase possa parecer. Eu simplesmente não ligo e nem quero ligar. Pela primeira vez ao longo desses últimos quinze meses (!) eu me sinto bem não me importando com o mundo selvagem que me cerca, me sinto inteira, como se nunca houvesse faltado nada. Talvez de fato essa "falta" que um dia tanto me machucou não fizesse de fato parte de mim, fosse só uma lembrança forte, marcante, e dolorida que se impregnou em algum lugar remoto e escondido do meu psicológico a fim de que eu não conseguisse me desvencilhar de maneira alguma. Afinal, parece que entendi a que essa dor se assemelhava. Por mais esdrúxula que seja a minha analogia, é o mais próximo que consegui chegar. A dor era como uma pedra de sabonete gigante. Isso mesmo, sabonete! Daqueles excessivamente econômicos, que demoram milênios pra acabar. E assim como o sabonete, a minha dor só se fez ausente depois de muito se atritar comigo, lutando a cada tentativa minha de amenizar seu tamanho gigantesco. Parece que finalmente, depois de aproximadamente quatrocentos e cinquenta dias de existência (!!!) eu terminei de usar meu sabonete... Agora eu não sei se fico feliz por ele ter acabado ou se fico com um pé atrás pelo receio de receber outro ainda maior de presente no futuro. Mas quer saber? A vida é assim, não é? Infelizmente, eu não posso (e não vou) viver na fantasia por muito mais tempo, já que de um jeito ou de outro o meu caminho mudará drasticamente ano que vem. Sinceramente? Agora eu já estou calejada e foi-se a época em que eu era uma porcelana ambulante.

E que venham os sabonetes! Eu aguento o tranco.
Só mais dez dias... Só mais dez!

Saturday, December 20, 2008

sobre boicotes e acertos

Sei bem que nunca acreditei naquela conversa evasiva de que seres humanos são mutáveis: por mais que o tempo insista em passar, e as rugas jamais tardem a comparecer ao lado dos olhos e no pequeno espaço entre as sobrancelhas, aquela pessoa não mudou. Ela não mudou nem a maneira com que pegou uma caneta nas mãos pela primeira vez, quanto mais sua maneira de agir, de pensar, de enfrentar os fatos. Resumir a vida é muito mais simples do que parece, sabia? Olha só: você nasce, e aí começa a jornada. Começa bem, até. Fazendo amigos, aproveitando a infância ao máximo, sem querer saber de mais nada. Contudo, chega uma hora em que você reconhece que não são todas as pessoas com quem você topar que serão seus amiguinhos, não são todas que vão gostar de você. E aí você começa a apanhar e se refrear, se conter perante as pessoas. Perde a confiança em todo mundo. Anda sempre com um pé atrás, cria pré-conceitos sobre tudo, e fica sempre alerta pra toda e qualquer primeira impressão (caution: first looks can be deceiving). As intrigas começam a dar o ar da graça, e sem perceber você começa a se preocupar, prematuramente. Mas nem tudo são choros e lamúrias. Obviamente, as calamidades são inevitáveis, visto que ainda está pra nascer aquele que nunca na vida foi motivo de troça. Enfim... depois de algum tempo você passa a não se importar tanto com os amiguinhos que não gostam de você e começa a reparar no sexo oposto "que é muito mais interessante!". E então depois de alguns anos (ou décadas para os anormais / físicos assexuados - sem ofensas), o instante em que seu coração será quebrado, esmagado, triturado, estraçalhado (todos esses sinônimos se encaixam perfeitamente no contexto) pela primeira vez se faz presente. Passada a tempestade de lágrimas e socos invísiveis no estômago você jura com todas as forças que nunca mais irá se apaixonar, começa a dizer que amor é para os fracos e toda essa lenga lenga de corno manso querendo se justificar. E então, adivinha? Você se apaixona outra vez e cai com a cara no chão: agora é a hora de tentar se justificar novamente. "Com ela(e) vai ser diferente, agora eu encontrei minha alma gêmea!". Acredite, não vai demorar muito até que a filosofia do "Amor é para os fracos, homens (mulheres) são todos(as) iguais" seja aceita de volta. E a crise cíclica continua... Amor, ódio, amor, ódio, amor, ódio. A questão é que chega um hora em que nos cansamos de desilusões ou surpresas desagradáveis e... ahá! Aprendemos a viver. E então você liga o rádio na varanda, se deita na rede e fica lá tentando organizar as boas lembranças... Feliz e sem se arrepender delas, porque (obviamente) depois de tanto apanhar da vida você começa a deletar aquilo que não lhe convém. Bem, infelizmente, não podemos esquecer dos nossos queridos emos e sadomasoquistas, mas aí já é outra história....


(Qual foi mesmo o motivo desse texto?)

Thursday, December 18, 2008

sobre os princípios do Reiki

Só por hoje não vou me irritar
Só por hoje não me preocupo
Só por hoje sou grato
Só por hoje trabalho honestamente
Só por hoje sou boa com todos os seres vivos...

Só por hoje...
... a cada dia.


http://www.ab-reiki.com.br/reiki.htm




Isso tem me ajudado. E como.


brincando de escrever (viver)

Escreve, apaga, escreve, apaga, escreve, apaga. Escreve: já apaguei o suficiente por hoje. Não sei por que eu tenho estado tão estranhamente vazia pra escrever, já não tenho mais idéias formadas sobre quase nada. A verdade é que me desliguei do mundo, e isso não é bom, não é nada bom. Eu começo me desligando pelos aredoares e logo o black out será dentro de mim mesma. E bem, caso isso aconteça eu realmente não terei mais nada em que pensar ou argumentar sobre. Durante longos meses coloquei a culpa disso tudo sobre o vestibular, mas sei que não engano só a vocês, que lêem, mas a mim também. Vestibular pode ser uma fase delicada, que requer esforço e dedicação ao extremo, mas não é tudo na vida (e nem nunca foi uma prioridade...) e vai passar, assim como os bons e maus momentos que vivi: vai passar, não importa o quanto demore. E quais serão as recordações que eu terei comigo sobre essa época da minha vida? Pouquíssimas valem a pena serem lembradas, disso eu tenho certeza. E quando mais eu vou poder ter dezessete anos? Ao menos nessa vida eu tenho certeza absoluta de que "nunca" é a resposta. E o que eu fiz de memorável com essa idade? Me reservei dentro dos estudos, mesmo que muitas vezes tenha feito tal coisa pra esquecer fatos que não se incluem na minha futura (não importando a distância desse futuro) vida acadêmica, e caí em completo esquecimento quanto às minhas escolhas inconscientes. Agora, que me deparo com o fim de ano, eu fico feliz por ter acabado e isso me faz passar por sensações inusitadas: Qual o motivo da felicidade? Eu não tenho a menor idéia. Outro ano está pra começar e o que me faz ter certeza de que eu não vou buscar refúgios errôneos outra vez ao invés de encarar os fatos? Eu descobri o porquê de ter me escondido tanto... É uma mistura inconcebível de medo com orgulho, mas que não vale a pena tentar definir. Certa vez, eu li um texto e aquelas idéias fixadas à ele nunca saíram totalmente dos meus pensamentos, seu desfecho é alguma coisa do tipo: "Quando me deparei com aquela bala no meu peito, fechei os olhos e decidi que tinha duas escolhas a partir daquele momento: viver ou morrer. Decidi, irrevogavelmente, acatar a primeira opção". Não há dúvida alguma da escolha que faço nesse momento.





[Texto marcado como rascunho e publicado somente no dia 23/10/09]

Thursday, November 27, 2008

vontade de nada

Fazia tempo que eu não tinha esse tipo de vontade: vontade de... nada. Querendo ficar olhando pra tela do computador, aqui, sozinha no meu quarto... Ouvindo as músicas da minha vida, e pensando em nada. Sem ler, sem estudar, sem me preocupar, sem lembrar... Sem comer, sem dormir, sem sentir. Só me importando em estar aqui, em respirar... em viver, simplesmente. Vontade de nada é bom. Gostaria de passar por isso mais vezes e não me preocupar com coisa alguma.


Assim... feliz.





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P.S: Obrigada de verdade àqueles que me desejaram boa sorte. Eu consegui! Agora é batalhar pra conseguir enfrentar a segunda fase e garantir minha vaga na USP. Mas hoje eu quero mais é relaxar e aproveitar minha vontade de nada. E sorrir... ;)

Tuesday, November 18, 2008

lamúrias sobre tempo, memória e dor. (e mais alguns comentários desnecessários)

Não, eu não me arrependo das minhas idiotices. Não me arrependo por um único e simples motivo: se eu pudesse voltar no tempo faria tudo exatamente da mesma maneira, sem tirar nem pôr. Eu não sou vidente, não tenho poderes sobrenaturais, portanto, não havia como saber o que se passaria na minha cabeça depois de todos os acontecimentos, não poderia imaginar como tudo se resolveria, ou como os problemas se multiplicariam. Não dá. O único modo que achei pra descobrir foi agir. Se meus atos foram precipitados ou não, se foram corretos ou não... não me importo mais. Não me importo por que não há com o que se preocupar: tudo ficou no passado e eu tenho o presente bem na minha frente, o presente que agora mesmo já virou poeira, agora mesmo ele está sendo tirado de mim, a todo momento ele é tirado de mim. Pensar nos erros cometidos é como assinar um atestado de burrice (e eu sei que já assinei uma lista deles) pois não há como apagar aquilo que já foi escrito, as marcas não iriam desaparecer por mais que o perdão prevalecesse: resquícios são inevitáveis e eu só gastaria mais e mais do meu tempo ridiculamente curto de vida pensando em como tudo poderia ter sido melhor. Erro? Essa droga de palavra não deveria existir no vacabulário de ninguém, ela não significa nada e só é útil pra abaixar a auto-estima dos seres que acham que pensam (tenho uma breve certeza de que me encaixo nesse grupo). Erro significa experiência de vida e toda a essência que uma pessoa errante possui foi indubitavelmente construída a partir daí. As pessoas não deveriam se testar tanto, se colocar tanto a prova, eu mesma não deveria fazer isso. É perigoso demais, e o perigo se encontra em tentar esquecer aquilo que nunca vai te abandonar, e caso você persista no erro de "tentar esquecer" isso te machucará pelo resto de seus dias na Terra... O legal de toda essa lenga-lenga é que quando a ficha cai e o indivíduo percebe que não vai adiantar merda nenhuma ficar tentando esquecer aquilo que vem machucando há tempos, ele passa a se adaptar às feridas que ele mesmo fez, e quando ele pára de cutucar, ela pára de crescer e começa a cicatrizar-se. Depois que toda a tempestade se vai, a dor desaparece, mas no lugar dela é deixado uma marca, a qual damos o nome de "memória".

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Random topics:
1) Essa reforma gramatical da LP anda me irritando tipo, MUITO :) Eu odeio ter que pensar em reaprender todas as malditas regras de acentuação outra vez de maneira diferente, e cogitar a possibilidade de escrever "idéia" sem acento me dá nos nervos. E lingüiça sem trema? Flexão do verbo "parar" (pára) sem acento???? "Para" é preposição, mas que raios! Isso sem contar a exclusão do pobre coitado do hífen... Acho super válido escrever "contrarregra" e ter que ler "contra-regra" (Y). Quando eu for letrada eu vou acabar com essa porra toda. :D
2) Só para comunicação: Caso alguém leia o que eu escrevo aqui e pense que eu estou em colapso comigo mesma, eu afirmo que não é nada disso: no momento em que eu escrevo, eu extraio de mim todas as sensações que vocês sentem ao ler (se não sentem nada, eu provavelmente não estou extraindo nada, ou você simplesmente me acha muito desinteressante), eis o motivo para a nostalgia/pessimismo/raiva/etc que podem ser detectados constantemente e explicitamente no conteúdo de todas as minhas ladainhas e isso faz com que eu deixe somente as boas sensações me acompanharem diariamente. A cada texto é uma dor de cabeça a menos que eu tenho.
3) Por favor, mandem forças positivas para a minha pessoa no domingo? Pra que eu mantenha a calma durante a fuvest? Não queria mesmo jogar todos esses meses de estudo pesado no lixo por causa de nervosismo e/ou ansiedade. E eu juro que não coloco mais NENHUM comprimido de calmante na minha boca, vou resolver essa droga sem precisar de drogas. (ãhn, ãhn?).

Chega da sessão "minha vida conturbada".

Thursday, November 13, 2008

sei lá

Nem sei se me importo mais. A raiva não vale a pena.


Você não vale a pena. E disso eu tenho certeza.

Friday, November 07, 2008

concretismo?

tempoxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxefêmeroxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxexistênciaxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
finitaxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxmemóriaxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxpassageira
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
vidaxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaag
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaago
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaagor
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaagora
xxxxxxxxxxxxxxAGORAxxxxxxxxxxxxxxx


xxx



P.S.: Sentirei tanta falta das aulas do Gatti. Literatura é vida...

Tuesday, October 28, 2008

meu segundo refúgio das letras

http://artedoenigma.blogspot.com

Como já diria o TM: Sintaxe à Vontade!

psicologia reversa

Pessoas normais. Não ligo pra elas porque eu realmente não procuro por relações normais. Eu tenho preguiça de pessoas normais, de pessoas sem sal, previsíveis. O que eu gosto mesmo é de escuridão, aquela escuridão tão intensa e tão profunda que chega a causar distúrbios mentais, mas que com o tempo se ameniza, e que aos poucos abre espaço pro meu caminho, que aos poucos me dá chances de clarear seus traços. E assim como existem as pessoas que vejo passar todos os dias nas ruas, existem outras que deveriam ser dispensáveis ao meu bem estar, mas são essas que me proporcionam a adrenalina da escuridão, assim como ele... E é ele que me me faz ter ataques nervosos, que me tira o sono, que me faz tremer e perder a fome, que me faz esquecer de que desviar meus lábios dos dele é uma alternativa. É dele que eu não consigo me desvencilhar, é com ele que eu perco a fala, o chão. É dele também a minha raiva por perder o auto controle e não conseguir destravar meu olhar. Eu adoro a expectativa. Mesmo que ela não traga nada de bom. Eu adoro. Adoro aquele olhar enigmático, adoro não fazer idéia do que ele pensa. Mesmo que fique anos sem o ver, vou continuar perdendo o chão, daquela mesma forma. Porque ele definitivamente não se encaixa no grupo dos "sem sal". E principalmente porque eu não me apaixonei por ele, mesmo que ele seja a melhor escuridão que eu já conheci em todos esses anos de inconstância que vivi.

Friday, October 24, 2008

changes? changes!

Hoje eu percebi como dialogar pode dar vivacidade à minha alma...


Que delícia é dar uma arrancada pra frente!
Eu definitivamente me sinto como em tempos de mudança.

Talvez meus sonhos não sejam mais como um guarda-chuva contra um raio. Who knows?